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sábado, 30 de abril de 2011

Entrevista a uma vítima de violência doméstica

O grupo de área de projecto, com fins académicos, decidiu fazer uma entrevista a uma vítima de violência doméstica. Encontrámos um local que abrigava vítimas de violência doméstica e foi aceite a realização da entrevista por parte da instituição. Seguidamente serão mostradas informações sobre a vítima e o seu caso, previamente modificadas, para não expormos informações privadas sobre a vítima.
Após dois anos de relação com o seu companheiro, as agressões começaram a surgir. Inicialmente, a vítima notou algumas alterações comportamentais do parceiro, mas não as considerou relevantes. Pouco tempo depois, a vítima reparou que o parceiro “enervava-se com muita frequência e era agressivo” não só com ela mas também já com os filhos. Ela pensa que a mudança se tenha verificado devido à falta de dinheiro, pois só ela trabalhava e o dinheiro “ não chegava para os vícios” do companheiro, tornando-se agressivo.
A vítima em questão tentou superar esta fase de agressões, muitas vezes desistindo de lutar, mas durante 10 anos, ao pensar nos filhos tinha a esperança “que um dia tudo iria acabar”.
Após esta etapa complicada da sua vida, não pensa em ter uma nova relação amorosa, pois afirma que quer organizar a sua vida, “dar estabilidade” aos seus filhos e “levantar a auto-estima”. Assegura também que, muito provavelmente, não conseguirá ter novamente uma nova relação pois não conseguiria confiar totalmente num novo parceiro.
No final da entrevista pedimos à vítima que nos deixasse uma mensagem a outras pessoas que passaram ou passam pelo mesmo:
“Diria a todas as pessoas que são vítimas de violência doméstica que devem ter muita coragem para acabar com isso e pedirem ajuda, porque só assim podem tentar ser felizes um dia.
Digam não à violência! Chega de sofrer por quem nos faz mal!”
Já sabe, se é vítima de violência doméstica não tenha medo de dizer, contacte a APAV ou dirija-se junto às autoridades de segurança pública.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Violência no Namoro

  Devido a hoje ser o Dia dos Namorados, o grupo lembrou-se de postar uma nova publicação com o intuito de dar ênfase à Violência no Namoro.

  Este tema trata-se de um acto de violência, pontual ou contínuo, cometido por um dos parceiros numa relação amorosa. Acontece quando um dos parceiros exerce poder e controlo sobre o outro com vista a conseguir o que pretende.
  A violência no namoro é identificada através de maus tratos físicos e psicológicos, abusos e violências sexuais, intimidações, humilhações, etc. E é causada normalmente por ciúmes possessivos, perturbações psicológicas, uso de álcool e drogas, etc.
  Esta práctica, é pois considerada um crime público punível por lei e integra-se no quadro legal da violência doméstica.
  Em Portugal estima-se que uma em cada quatro jovens seja vítima de violência no namoro.

  Entre as consequências da violência no namoro, destacamos:
  • Perda de apetite
  • Nódoas negras no corpo e/ou no rosto
  • Nervosismo
  • Tristeza
  • Ansiedade
  • Sentimentos de culpa
  • Baixa auto-estima
  • Depressão
  • Isolamento
  • Gravidez indesejada
  • Doenças sexualmente transmissíveis
  • Baixo rendimento escolar ou abandono escolar
  • Suicídio

  Embora exista alguns casos de violência por parte das raparigas, na maioria dos casos é exercida pelos rapazes.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Violência doméstica, quem pratica?

Homem, 26 a 55 anos, casado, com ou sem escolaridade, é o perfil do agressor. Pode ser o seu vizinho.
Segundo o relatório estatístico de 2008 da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, os homens entre os 36 e os 45 anos são os principais autores de crime de violência doméstica (17,8%), seguidos do escalão etário entre os 46 e os 55 anos (11,5%) e do segmento entre os 26 e os 35 anos (10,8%).
De acordo com a APAV, nove em cada dez agressores são do sexo masculino, na maioria casados (56,1%) ou a viverem em união de facto (14,9%). Os divorciados são responsáveis por apenas 5% das agressões, sendo que ao nível do grau de ensino a distribuição é homogénea, ainda que sobressaia o elevado número de agressores com formação superior (7,2%).
Por profissões, os operários da construção civil e similares lideram o ranking, seguidos da área de serviços de protecção e segurança.
Quanto às vítimas refira-se que a APAV assinalou 16832 crimes de violência doméstica, 90% dos 18669 que chegaram ao conhecimento da Associação em 2008.
No primeiro semestre de 2009, o número de pedidos de apoio em relação a casos de violência doméstica é de 8496 (ver aqui).
Já o Observatório das Mulheres Assassinadas, promovido pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), contou 45 homicídios em Portugal, em 2008, número que este ano já vai em 25 vítimas, uma delas Deolinda Rodrigues, 36 anos, morta pelo companheiro, de 47 anos, com um tiro de caçadeira, em Silves.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

A secretária de Estado para a Igualdade estimou esta quinta-feira que o número de casos de violência doméstica sofreu uma redução de 10 por cento na última década, apesar do aumento do número de participações.
«Temos dados que indicam que, nos últimos dez anos, a violência doméstica diminuiu dez por cento na sua dimensão real. No entanto, as participações às forças de segurança aumentaram em média 10 por cento ao ano», revelou Elza Pais, citada pela agência Lusa.
Segundo Elza Pais, estes dados revelam que estamos perante «um aumento da visibilidade deste fenómeno, já que só se pode combater aquilo que se conhece», declarou a ministra no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, onde Governo aprovou o IV Plano Nacional de Combate à Violência Doméstica que se vai estender a 2013.
«Queremos tolerância zero» em relação ao fenómeno da violência doméstica, «porque se trata de uma violação dos direitos humanos», acrescentou.
O plano do Governo contra a violência doméstica aprovado esta quinta-feira pretende alargar a vigilância electrónica dos agressores a todo o país até 2013 e intensificar a prevenção junto de comunidades «vulneráveis», como a imigrante, explicou o ministro da presidência, Pedro Silva Saraiva.

«Neste âmbito, a rede de centros locais de apoio aos imigrantes terá pontos focais de modo a dar seguimento a iniciativas de sensibilização para o fenómeno da violência doméstica», acrescentou.
O «rastreio da violência doméstica junto das mulheres grávidas», a «protecção das vítimas» e a «prevenção da reincidência» outras das questões prioritários deste programa através do «do alargamento dos programas de vigilância electrónica a todo o território nacional».
A vigilância electrónica iniciou-se, a título experimental, nos distritos de Coimbra e do Porto, e tem sido, segundo o ministro, uma «experiência reconhecidamente válida», que tem vindo a conquistar a atenção e sensibilidade dos magistrados.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010