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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Violência doméstica, quem pratica?

Homem, 26 a 55 anos, casado, com ou sem escolaridade, é o perfil do agressor. Pode ser o seu vizinho.
Segundo o relatório estatístico de 2008 da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, os homens entre os 36 e os 45 anos são os principais autores de crime de violência doméstica (17,8%), seguidos do escalão etário entre os 46 e os 55 anos (11,5%) e do segmento entre os 26 e os 35 anos (10,8%).
De acordo com a APAV, nove em cada dez agressores são do sexo masculino, na maioria casados (56,1%) ou a viverem em união de facto (14,9%). Os divorciados são responsáveis por apenas 5% das agressões, sendo que ao nível do grau de ensino a distribuição é homogénea, ainda que sobressaia o elevado número de agressores com formação superior (7,2%).
Por profissões, os operários da construção civil e similares lideram o ranking, seguidos da área de serviços de protecção e segurança.
Quanto às vítimas refira-se que a APAV assinalou 16832 crimes de violência doméstica, 90% dos 18669 que chegaram ao conhecimento da Associação em 2008.
No primeiro semestre de 2009, o número de pedidos de apoio em relação a casos de violência doméstica é de 8496 (ver aqui).
Já o Observatório das Mulheres Assassinadas, promovido pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), contou 45 homicídios em Portugal, em 2008, número que este ano já vai em 25 vítimas, uma delas Deolinda Rodrigues, 36 anos, morta pelo companheiro, de 47 anos, com um tiro de caçadeira, em Silves.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

A secretária de Estado para a Igualdade estimou esta quinta-feira que o número de casos de violência doméstica sofreu uma redução de 10 por cento na última década, apesar do aumento do número de participações.
«Temos dados que indicam que, nos últimos dez anos, a violência doméstica diminuiu dez por cento na sua dimensão real. No entanto, as participações às forças de segurança aumentaram em média 10 por cento ao ano», revelou Elza Pais, citada pela agência Lusa.
Segundo Elza Pais, estes dados revelam que estamos perante «um aumento da visibilidade deste fenómeno, já que só se pode combater aquilo que se conhece», declarou a ministra no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, onde Governo aprovou o IV Plano Nacional de Combate à Violência Doméstica que se vai estender a 2013.
«Queremos tolerância zero» em relação ao fenómeno da violência doméstica, «porque se trata de uma violação dos direitos humanos», acrescentou.
O plano do Governo contra a violência doméstica aprovado esta quinta-feira pretende alargar a vigilância electrónica dos agressores a todo o país até 2013 e intensificar a prevenção junto de comunidades «vulneráveis», como a imigrante, explicou o ministro da presidência, Pedro Silva Saraiva.

«Neste âmbito, a rede de centros locais de apoio aos imigrantes terá pontos focais de modo a dar seguimento a iniciativas de sensibilização para o fenómeno da violência doméstica», acrescentou.
O «rastreio da violência doméstica junto das mulheres grávidas», a «protecção das vítimas» e a «prevenção da reincidência» outras das questões prioritários deste programa através do «do alargamento dos programas de vigilância electrónica a todo o território nacional».
A vigilância electrónica iniciou-se, a título experimental, nos distritos de Coimbra e do Porto, e tem sido, segundo o ministro, uma «experiência reconhecidamente válida», que tem vindo a conquistar a atenção e sensibilidade dos magistrados.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tipos de Violência Doméstica

Violência Física
  A Violência Física é o uso da força com o objectivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros e bofetadas, agressões com diversos objectos e queimaduras por objectos ou líquidos quentes.

Violência Psicológica
  A Violência Psicológica, também denominada por Agressão Emocional, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes incuráveis para toda a vida. Este tipo de violência é tão ou mais prejudicial que a violência física.

Violência Verbal
  Este tipo de violência está relacionado com o tipo de violência referido anteriormente (violência psicológica).
  A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. Esse silêncio do agressor fere mais do que se tivesse falado alguma coisa. Nesses casos a arte do agressor está, exactamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz. Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de "estar quietinho no seu canto", de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos outros.
  Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro. Um outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais, em que maridos e esposas costumam ferir moralmente quando insinuam que o outro tem amantes.